1/11/2010

Natal em Lorraine



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Epinal
É uma cidade pequena, quase zona rural com campos cheios de feno e lagos congelados. Aqui todas as casas tem o banheiro e o quarto de banho separados, eles acham mais higiênico, mas falta a pia para lavar as mãos, só tem no quarto de banho. Gostei de todas as casas que entrei na França, são cheias de detalhes na decoração, eles tem muito bom gosto.
Aqui passamos o Natal e ficamos hospedados em casas de família (do Adrien). Experiência bem interessante para conhecer a cultura e hábitos dos franceses. Me trataram super bem, pena que consegui me comunicar com poucos. Francês até entendo, mas falo o básico mesmo.

Adorei a função de comer queijos em todas as refeições. Entre o prato principal e a sobremesa sempre vinha um pote com queijos variados para comer com pão ou salada. A ceia de Natal foi bem típica com foie gras feito pela vó, ostras, escargots de bourgogne, chester com frutas secas e salmão defumado. A comemoração é diferente, o amigo secreto é escolhido na hora pela pessoa mais jovem da família, e depois alguns se trocam presentes. Isto aconteceu por volta da 1h da madrugada, depois da ceia. A meia-noite não importa pra eles, ninguém se abraça nem espera o dia virar. Foi bom, diferente.

Nancy
Passamos o dia na cidade mais importante da região para comprar os últimos presentes de Natal. É bem maior e mistura arquitetura atual com prédios medievais. Tem o palácio Cite des Ducs de Lorraine, a catedral gótica e outras construções. Foi aqui que a Art Novau (ou Ecole de Nancy Emile Galet e Majorelle) se desenvolveu mais. Tem detalhes sutis em algumas construções e prédios inteiros neste estilo. A praça central Place Stanislas tem lindos portões dourados super antigos (1700).
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11/30/2009

Ilha paraíso

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Morro de São Paulo está entre as ilhas mais lindas que já conheci. Tem corais com peixes coloridos, palmeiras, areias brancas, água quente e caminhos para trilhas. O que me chamou atenção aqui foi a variação brusca das marés, que mudam várias vezes ao dia. Mudando a paisagem.
É formado por 4 praias e o outro lado que não conheci (onde moram os locais), as praias turísticas se chamam 1°, 2°, 3° e 4°. Sendo a última longa e as outras bem pequenas, o agito fica na 2°, e nós ficamos na 3°. Na 1° tem o único morro que tem uma visão linda do pôr-do-sol, chegue mais cedo e visita a parte histórica, ruínas de 1800 com o mar ao fundo.
Essa viagem foi uma aventura porque eu estava desempregada e meu irmão era estudante, ambos com pouco dinheiro e milhas expirando. Escolhemos Salvador (onde tinha hospedagem amiga) e fomos contar com a sorte. A capital bahiana nos decepcionou um pouco, tirando o pelourinho, o resto foi muita sujeira e violência. Decidimos conhecer a ilha, procuramos por hospedagem na Internet, mas era tudo muito caro. Decidimos passar o dia levando nossas bagagens caso a sorte resolvesse aparecer. E deu certo acabamos passando 5 dias perfeitos numa pousada super econômica na beira da praia.
Existem duas formas de chegar que saem do mesmo lugar
1- Catamarã em alto mar por uns R$100
2- Caminho alternativo, mas que leva o mesmo tempo sem perigo de enjôo. R$15
Fizemos o alternativo e ainda convencemos umas perdidas a nos acompanharem (no final elas agradeceram). Usamos 3 meios de transporte diferentes, mas nunca foi preciso esperar muito por eles. Primeiro pegamos a balsa até a ilha de Itaparica, logo na chegada tem um estacionamento com vários ônibus, um deles vai para a cidade de Valência. Entramos neste ônibus. Chegando em Valência tem vários pescadores que fazem a travessia para Morro de São Paulo, escolhemos o barquinho simples, mas tem lanchas e coisas melhores. Em 2 horas estávamos em Morro.
Na chegada tem um monte de gente querendo ser guia e carregar a bagagem. Um deles nos ajudou a encontrar a pousada, claro que ele começou mostrando as mais caras e depois de muito choro nosso ele nos levou nessa. O proprietário dá uma comissão para ele, por isso ele só cobra quando carrega as malas. Não existe carro na ilha, os táxis são carrinhos amarelos levados pelos locais.
A Pousada que ficamos não existe mais, mas devem ter outras no estilo, sempre tem. Era um quarto com beliche, ventilador e banheiro, cozinha comunitária e mais nada. Mas por R$ 10 a diária foi ótimo.
Morro é praia cheia de estrangeiros, quase não se houve português. E por isso tem preços inflacionados. Mas basta se informar para encontrar bons restaurantes com preços camaradas. Se afastando da praia, mas vale a pena.

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2/28/2008

Carnaval com tango


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Fugi do carnaval e fui conhecer Buenos Aires, quanto tempo perdido por não conhecer esta cidade cosmopolita, adorei! Lembrou-me muito Madri, as avenidas largas os prédios antigos e imponentes, as pessoas bonitas e com estilo. Gostei de caminhar pelo centro e pelas praças da cidade. Caminhei pela avenida mais larga do mundo, a 9 de julio, onde esta o obelisco.

Quanto aos passeios, segui as indicações de amigos e da Internet. O Puerto Madero é agradável, mas não essencial para quem tem pouco tempo. Domingo é no San Telmo, e foi um tumulto, todos os turistas estavam lá. Buscando calmaria caminhei em algumas ruas vazias e ali encontrei tesouros, antiquários sem turistas e com muitos artigos interessantes, inclusive a fisionomia dos donos combinava com o ambiente. Encontrei alguns dançarinos

de tango e lojas bem modernas contrastando com as velharias da feira e dos antiquários. 
No meio da tarde caminhei até o estádio do Boca Juniors e bem como me falaram não é um caminho bom para turistas, tem ruas e pessoas suspeitas, não me arriscaria caminhar por ali a noite. Na porta do estádio tudo muda, vários ônibus cheios de turistas e pessoas com câmeras na mão. Mais algumas quadras e começam as casa coloridas do Caminito, tango por todos os lados. Só caminhei e fotografei, sequi os aviso de não ir nos restaurantes que estariam sempre prontos para ludibriar os turistas. 

Não sei se é verdade, mas resolvi não arriscar. Imperdível é a Livraria Ateneo e o cemitério, ambos no Recoleta. A livraria é dentro de um teatro antigo bem conservado, onde dava para ler nos camarotes sentada nas cadeiras antigas. Fiquei horas no meio dos livros. 

O túmulo da Evita é sem graça, mas vale a pena se perder nas ruas estreitas e sinistras do cemitério, parece um museu a céu aberto, cheio de esculturas e estórias.


Andei bastante de metro durante o dia e a noite de táxi, que são bem em conta. Apesar dos avisos que encontrei na Internet sobre problemas com taxistas, nada aconteceu comigo. Sempre procurei pegar táxis que tinham telefone de algum ponto fixo e na chegada ao aeroporto contratei um serviço de transfer do hostel. 

Fiquei hospedada no bairro Palermo (o bairro de vanguarda com lojas modernas de decoração, design, roupas e sapatos), no Palermo Soho Hostel. O hostel é bom, bem localizado, mas eu esperava mais agito e oportunidade de conhecer outros viajantes. Gostei mesmo do astral do hostel Obelisco, onde ficou meu amigo Ricardo. No Palermo e na Recoleta a imagem ao lado era bem comum, nesta eu contei mais de 15 cachorros.

Passei todos os dias muito bem, comi e bebi maravilhas pagando pouco. Parrilladas são obrigatórias e podem ser acompanhadas de um bom vinho, indico la Vaca Sigue durante a semana, fica no Puerto Madero, no final de semana já não é tão barato. Sorvete Fredo é maravilhoso, mas ao contrário da maioria gostei mais do sabor chocolate que o de doce de leite. Tomar um café na Havana acompanhados de chocolates ou alfajores são ótimos, doces são pedida certa em qualquer confeitaria.

Sobre noite todas as indicações eram para Palermo e realmente foi bem legal, mas gostei mais quando me perdi caminhando pelas ruas do Recoleta e encontrei muitos bares interessantes, o maior agito fica ao redor do cemitério.

Aproveitando o real valorizado, fui as compras e encontrei preços ótimos na Corrientes, tem vários outlets. O melhor de ir em fevereiro para aproveitar as liquidações.

Achei engraçadas as pessoas no aeroporto de Porto Alegre. Muitas mulheres produzidas, em pleno fevereiro, vestiam botas bico fino e um exagero em acessórios. Enquanto eu estava toda esculhambada, mas confortável. Não sei onde foram parar essas mulheres. Não vi ninguém com toda aquela produção em lugar algum, vi muita gente bonita, com estilo próprio e casual.

Olhem todas as fotos no álbum.

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