11/23/2009

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PERU - Lima, Cuzco, Macchu Picchu , Puno, Arequipa e Canyon Cólca
BRASIL -
SP, Cassino, Foz do Iguaçu , Sapiranga, Cambará do Sul e São José dos Ausentes, Urubici, Rio de Janeiro e Chapada dos Veadeiros

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6/15/2009

Parada do Orgulho Gay


Dizem que é a maior parada do mundo. Eu nunca vi a Paulista tão cheia e só tive coragem de andar entre Haddock e Augusta. Muita gente, confusão, bêbados, pessoas desmaiando, empurra-empurra, mas também muita cor, música, alegria e exibicionistas. Cada roupa e detalhes no cabelo super originais. No começo me assustei com o povo e depois me diverti olhando as figuras que apareciam, mas também não quis ficar mais que 1 hora, sabia que a confusão iria piorar em seguida.

Me impressionei com a quantidade de crianças se divertindo na cacunda de seus pais, um tanto perigoso e inconseqüente, mas cada um sabe o que faz. E os carros alegóricos! Nunca pensei que a maioria fossem do governo, associações, sindicatos, prefeitura, etc...

Imagens falam melhor que palavras...


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5/30/2009

Surpreenda-se com a Chapada dos Veadeiros

Um lugar encantadoramente simples com uma biodiversidade riquíssima. Os caminhos parecem jardins feitos por paisagistas, e é tudo criado pelo vento, água e fogo. Milhões de anos atrás foi um oceano e hoje é onde nascem boa parte dos rios brasileiros, principalmente os da Amazônia.

O solo é cheio de pedras quartzo, poucos anos atrás só chegavam ali garimpeiros, eram todos pobres e o local de difícil acesso, com a decadência do garimpo e a criação do Parque, os garimpeiros perceberam o potencial turístico da região e apostaram nisso, hoje eles vivem melhor e ajudam a preservar o local. Não vi lixo em nenhuma trilha e achei os guias bem conscientes sobre o meio ambiente, bem legal! Também existe muito misticismo na região, histórias de ET`s, energias e casos curiosos.

Tem épocas de chuva e seca bem definidas, em maio as chuvas estão terminando e em agosto cheio de flores. O guia contou que as queimadas naturais são freqüentes na seca e necessárias para a Chapada, com elas nascem mais flores e a diversidade aumenta. Ele disse que um dia depois da queimada as cascas das sementes se abrem e o espaço fica bem florido, achei bem curioso isso. Em épocas de chuva pode ser bastante perigoso, pode surgir um Aguaceiro - com a chuva o nível dos rios sobe rapidamente - muitos já foram levados pelas águas e não tiveram como sobreviver, mesmo os guias mais experientes. Com toda a água que vi, imaginei como uma represa arrebentando e levando tudo adiante.

Nos hospedamos em São Jorge, um vilarejo simpático do município de Alto Paraíso de Goiás a 168 km de Brasília. O ideal é viajar com amigos da capital ou alugar um carro. Aproveitamos um feriado de 3 dias, mas tem tantas trilhas legais que vale ficar uns 5 dias. Aconselho bom preparo físico para as caminhadas.

1° dia – Trilha dos Saltos

Este dia choveu muito, achamos que nem seria possível entrar no Parque, mas deu certo e foi um passeio inusitado. Tirei muitas fotos de detalhes e vi tudo com um olhar diferente. Com capa de chuva e tênis leve dá para encarar numa boa. Acompanhamos um rio com vários saltos e correnteza forte, descemos uma das cachoeiras e senti muito medo, imaginei o aguaceiro vindo a qualquer momento. Ainda mais que o guia falou que poderíamos chegar perto da cachoeira, mas não entrar na água, pois se a chuva aumentasse deveríamos sair ligeiro dali e quem estivesse dentro da água não teria tempo para correr!!! Imaginei a cena e como seria difícil correr naquelas pedras irregulares. Não quis ficar muito tempo ali, na volta senti que o nível do rio tinha aumentado e o caminho estava cada vez mais estreito. Na volta para a entrada do Parque tivemos que atravessar rios pela cintura, no início esses mesmos rios eram apenas córregos que nem molhavam o tênis.

2° dia – Trilha da Janela
+ Vale da Lua


Hoje o dia foi ensolarado e quente! Esta trilha vai pelo alto da Chapada, tem vistas lindas, podemos ver quase todo o caminho feito no dia anterior, foi legal poder ver a paisagem que ontem era apenas nevoeiro. O melhor momento foi chegar numa cachoeira perfeita a 1300 metros de altura com uma vista incrível para a Chapada. Tive vontade de passar o dia todo com o corpo dentro da água sem fazer nada, só apreciar o visual.

Saímos do Parque e fomos ao Vale da Lua que fica do outro lado do vilarejo. A trilha é pequena e o caminho feito pelas águas é bem diferente de tudo que já vi. Parece o solo lunar, a água é verde com espuma branca e vai fazendo labirintos embaixo das pedras. Vejam as fotos. Adorei o contraste do verde da mata com as pedras claras e o céu azul. Muito lindo esse lugar. Termina com uma piscina natural e pequena cachoeira.

3° dia – Trilha dos Cânions e Cariocas

O Sol voltou a aparecer e fomos para outro lado do parque, um lado impossível de ir com possibilidade de chuva, ali o Aguaceiro é bem mais perigoso. Foi preciso caminhar bem rápido para dar tempo de ver tudo e ainda voltar pra Brasília. Hoje o corpo começou a doer e achei mais difícil as subidas e descidas. O Cânion é pequeno, mas chegamos tão perto que pareceu tão legal quanto os maiores que já visitei. Depois seguimos para a cachoeira das Cariocas, linda e com muita água. Não foi fácil o trecho final, foi preciso fazer escalada e caminhar em pedras escorregadias.

Vejam as fotos aqui.

Serviço:

Pousada Flor do Cerrado - simples, rústica, mas vale o preço e o café da manhã.
Restaurante Lua de São Jorge - ótima pizza, ambiente super agradável, mas atendimento péssimo.
Guias - são obrigatórios nos passeios, todas as pousadas sempre tem alguém para indicar. Custam R$ 10,00 por pessoa ou R$ 60,00 para grupos menores de 6.
Parque Chapada dos Veadeiros - R$ 3,00 a entrada.
Vale da Lua - R$ 5,00 a entrada e o guia.

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4/19/2009

+ sobre São Paulo

Domingo, meio de feriadão, a cidade esvazia um pouco e fica bem bom visitar alguns lugares. Fui ao Centro Cultural São Paulo e adorei, tem várias exposições, muitas de foto, palestras e um espaço ao ar livre muito agradável, como se fosse um mini parque.

Até o dia 17 de maio acontece a 9° Bienal do Design Gráfico que está bem interessante, mostra os que os designers gráficos brasileiros tem feito. Ótima referência.

Serviço:

O Centro Cultural São Paulo fica na av. Vergueiro, 1000. Pegando a linha azul do metro, fica ao lado da estação.

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3/20/2009

Vinho e aventuras em Mendonça

O lugar perfeito para quem gosta de esportes radicais e bons vinhos. As paisagens desta região da argentina são lindas e ainda abriga a maior montanha das Américas (só perdendo para as montanhas do Himalaia) - o Aconcágua. A cidade me lembrou localidades do interior do Rio Grande Sul com festas nas praças (churrasco de costela no fogo de chão), ruas muito arborizadas e calçadas estreitas. Pegando a estrada tudo muda, vem o deserto com vegetação rasteira e montanhas altíssimas com neve no topo. Nessas montanhas foi filmado 7 anos no Tibet (no inverno), na época alguns tibetanos vieram trabalhar nas filmagens e ficaram morando, se sentiram em casa dizendo que viver naquelas montanhas era como estar no Tibet sem os conflitos religiosos.

A cidade foi construída no meio do deserto, mas nem parece, pois todas as ruas são arborizadas. Quando plantaram as árvores, construíram um sistema de irrigação que mantêm elas com as folhas verdes e o calor mais ameno. As águas do rio Mendonza percorrem canaletas por toda a cidade molhando as raízes. Nos primeiros dias fiquei com medo de cair, enquanto Betu ficava pulando as canaletas com a maior facilidade.

No inverno as vinícolas e estações de esqui lotam (Las Leñas entre outras), mas eu fui no verão, terei que voltar para conhecer esse lado.

No verão tem as cavalgadas, rafting, canoagem, tracking, trilhas de bike e montanhismo. Fiz tracking no Cerro Cocodrilo en Potrerillos e no parque Aconcágua. No alto dá para ver de perto alguns pássaros como águias e deixar o pensamento voar longe admirando o visual. 
Também fiz rafting bem perigoso no rio Mendoza (quase quebrei os dentes com a paulada que levei do remo quando veio uma onda violenta), 
mas foi incrível enfrentar aquelas águas com o visual da cordilheira dos Andes. O rio é marrom por causa do deserto e cheio de pedras que não se vem, se sentem raspando o fundo do bote. En Potrerillos me hospedei na Pousada Ser_O, bem rústica e com uma galera muito legal, tem lugar para fazer parrilla e cozinha comunitária, e eles que fazem o rafting.

Pegando a ruta 7 em direção ao Chile as paisagens vão ficando mais lindas 
a cada curva, neste caminho passamos pela região de Uspallata, estações de esqui, a Puente del Inca e o Parque Aconcágua. Puente del Inca é uma ponte natural criada pela força das águas, uns anos atrás era um caminho para um luxuoso hotel que foi destruído quando geleiras se soltaram e foram levando tudo que encontraram pela frente. Muitos morreram e hoje a ponte só pode ser vista de longe. Quando vi o Aconcágua já era final de tarde e poucos raios amarelos iluminavam o topo branco da montanha, as montanhas ao redor tem um colorido lindo, sem vegetação, nem neve. E tem algumas lagoas que refletem as montanhas – Laguna Orcones e Espejo. Cheguei a 3 mil metros de altura.

Visitei a vinícola Salentein (www.bodegasalentein.com) que tem ótima estrutura para receber turistas com pousada, museu, restaurante, curso de degustação e visitas guiadas. Fica ao lado do Cordón del Plata (montanhas nevadas) e tem vinhos maravilhosos. No caminho encontrei parreirais, o que é raro, os vinhedos são plantados de forma diferente para facilitar a colheita com máquinas. Acho parreiras bem mais bonitas.

Depois de conhecer as montanhas e
visitar vinícolas, o melhor
da cidade é passear pelo centro, comprar lembranças, comer medias 
lunes e sorvete de doce de leite em alguma das muitas confiterias, caminhar pelo parque San Martin, subir o cerro de la Gloria e para finalizar curtir a noite nos bares da rua Aristides Villanueva, super charmosos.

Nada como ter amigos locais, sempre os melhores guias. Fui super bem recebida pela Betu e suas amigas. Conheci a cidade com aulas de história e cultura do vinho. Pegamos a estrada em direção as montanhas e sempre que eu via algo legal ela parava o carro para eu fotografar. E como se come bem na Argentina (chinchulines, molleja, morcilla, asado de tira, mmm), não fui em nenhum restaurante porque tinha uma parrilla no quintal (um dia terei uma na minha casa). Carne, bom vinho e ótima companhia, perfeito!

Veja as melhores fotos aqui

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3/17/2009

O Rio de Janeiro continua lindo

Há muitos anos eu fui ao Rio, agora que moro perto resolvi passar o final de semana e encontrar uns gaúchos por lá. Fiquei em Copacabana e peguei praia na Barra e Ipanema, caminhei no arpoador, fiz uma noite na Lapa e na Casa Rosa em Laranjeiras. Copacabana continua super agradável e virei fã das casas de suco natural que existem em quase todas as esquinas. Todos os dias tomei um belo café da manhã nas esquinas do bairro.

Os taxistas são ótimos, engraçados, prestativos e dão uma aula sobre a cidade. Éramos 4 e valia a pena pegar taxis, outra boa opção são as vans.

Errei no aeroporto, quem fica em Copacabana deve descer no Santos Dumont, eu fiquei apavorada com as histórias que o taxista nos contou enquanto íamos para o Galeão na madrugada de segunda. Ainda bem que nada aconteceu.

A visão da favela da Rocinha no meio daquelas paisagens maravilhosas é realmente impressionante e assustadora. Não sei se tenho coragem de conhecer de perto.

Meu final de semana foi super tranqüilo, não vi nada de violento e olha que fiz algumas coisas que não deveria como caminhar tarde da madrugada pelas ruas de Copacabana. Certamente vou escrever muitas vezes sobre o Rio em várias viagens que ainda vou fazer.

Fiz fotos com filme, ainda vou demorar pra revelar e postar aqui.

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3/06/2009

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2/11/2009

Litoral Paulista

O litoral paulista é lindo, parece Santa Catarina com mais estrutura. Tem engarrafamento, mas tem estradas duplicadas e muitas opções de caminhos saindo de São Paulo. Na véspera de reveillon consegui fazer o trajeto de 2h em 4h. Esperava levar muito mais tempo. Na beira da praia o mar é verde e transparente e do outro lado da areia fica a mata atlântica com morros e muita vegetação, adorei!

Me hospedei em Boiçucanga e peguei praia em Maresias, Camburi e Baleia. Mas é bom escolher uma e passar todo o dia ali, tem engarrafamento entre elas. Isso na alta temporada, fora dela é tranquilo. Maresias é a mais agitada, praia de surfista, cheia de gente bonita. É muito astral aproveitar os bares e ver o pôr do sol. A casquinha de siri do Badauê (bar na beira da praia) é uma das melhores que já comi.

Baleia é a praia dos condomínios de casas maravilhosas. No reveillon os moradores pagam um show de fogos na beira da praia, passei a virada encantada com os fogos.

E em Camburi tem a loja de prata do meu amigo Henrique - Asia.com - ele tem muito bom gosto, a loja e as pratas são lindas.

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